Hoje grande parte do mundo fala sobre o mesmo assunto. Hoje é dia de relembrar as glórias e os vexames, diretos ou indiretos, do grande evento que parou o mundo por cerca de um mês.  Aqui no Brasil, hoje é dia de chorar pelas derrotas no esporte e pela “humilhação”  – palavra que toda a mídia mundial fez questão de usar – dentro da nossa própria casa.
O fim da “copa das copas” com tudo de incomum que aconteceu ali, nos mostrou que a ordem de certas coisas continuam, e que de outras tantas mudam, nos abrindo assim um espaço imenso para a reflexão e para o questionamento. Hoje, no dia histórico da Segunda-Feira-Pós-Copa-Das-Copas, e passada a euforia que um evento dessa magnitude nos instiga, nos questionemos. A lista poderia ir até o infinito, mas algumas questões acho que são primordiais. Do micro ao macro.

rapazchoramingando
  • Até que ponto projetamos nossas felicidades e angústias em um evento que já se perdeu do seu sentido original de competição sadia entre povos?
  • Até que ponto o mundo dos negócios interfere no mundo do esporte?
  • Como podemos não considerar doentia uma sociedade que dá mais atenção a um espetáculo que se utilizou de incalculável dinheiro público para acontecer, do que as inúmeras mortes de civis que aconteceram no último mês na faixa de gaza(por exemplo)?
  • De onde veio e para onde vai levar a nossa cultura da discórdia, do consumo, do espetáculo e da intolerância?
  • Com o mundo cada dia mais globalizado e interdependente, não estaria na hora de questionarmos para onde estamos indo como civilização humana?