Candidata a vereadora em São Paulo evitou o despejo de cerca de 600 famílias

by | 10 Nov 2020

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    Lia Esperança, líder comunitária da Vila Nova Esperança – uma favela sustentável localizada na Zona Oeste da cidade de São Paulo – se candidata pela primeira vez à vereança da cidade para trabalhar por políticas públicas que contribuam com o desenvolvimento sustentável de uma grande parte da população que hoje não é representada nos espaços institucionais de poder.

    Em seus mais de 10 anos à frente da Associação, Lia trabalhou pelos direitos da comunidade, alcançando conquistas importantes. Evitou o despejo de cerca de 600 famílias, garantiu a segurança alimentar de mais de 3.000 pessoas com uma horta comunitária e junto ao MIT (universidade líder em tecnologia nos Estados Unidos) construiu um centro de inovação para jovens.

    A partir da liderança e do trabalho em rede construído por Lia, a Vila Nova Esperança tem experimentado uma profunda mudança em sua realidade, sendo hoje um exemplo premiado de práticas sustentáveis e de desenvolvimento socioambiental. A brinquedoteca e a sede da associação de moradores foi construída com técnicas de bioconstrução com matérias-primas da própria comunidade. O terreno, que havia sido avaliado como zona de risco, teve seu relevo transformado com terra ensacada passando a ser seguro para as moradoras e moradores.

    Além disso, Lia tem experiência na administração pública. Foi conselheira participativa municipal entre 2014 e 2017 representando o distrito Raposo Tavares e conselheira do CPOP (Conselho de Planejamento e Orçamento Participativo) no mesmo período.

    Seu trabalho tem a moradia, a sustentabilidade e a educação como pilares e suas principais propostas são:
    Moradia:
    Mais zonas de moradia popular e bem localizadas
    Ampliar o acesso gratuito a engenheiros e arquitetos para a periferia
    Incentivar a participação, fiscalização e modelos de autogestão.

    Sustentabilidade:
    Acesso a saneamento básico através de soluções sustentáveis
    Incentivo às hortas urbanas e agricultura familiar
    Fiscalizar a gestão, economia e reuso de recursos hídricos

    Educação:
    Creches de qualidade e bem localizadas nas periferias
    Promover educação socioambiental
    Promover o desenvolvimento integral das crianças

    “Para que pudéssemos fazer uma campanha competitiva e dentro da legislação, realizamos atividades que emitem gases de efeito estufa, mas sabemos que o aquecimento global é um problema real e que devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para compensar as emissões que não pudemos evitar. É preciso ter coerência e defender o meio ambiente e a sustentabilidade, pois sem fazer a minha parte, estaria sendo hipócrita”, comenta Lia.

    Após realizar um estudo para verificar a quantidade de CO2 que a campanha irá emitir – contando materiais impressos e trajetos feitos de transporte público e particular pela candidata e por suas voluntárias – foi identificado que são necessárias 14 árvores para compensar a emissão de 971Kg de CO2 e 1.292Kg de madeira utilizada para as impressões.

    O cálculo da compensação é feito levando em consideração um ciclo de vida de 20 anos de cada árvore e é sabido que algumas mudas podem morrer após o plantio, assim, para que o número de árvores adultas sejam condizente com os gases emitidos, Lia e sua equipe decidiram plantar um número de árvores maior do que o indicado, totalizando 21 árvores. As mudas plantadas serão de espécies nativas da região e em ambientes em que o ecossistema seja propício para receber as mudas sem prejuízos ambientais.

    Além de compensar a emissão de carbono da sua campanha, Lia irá plantar outras 84 mudas para neutralizar a emissão de outras 4 campanhas de candidatas e candidatos que não tiveram essa preocupação. Assim, ao total serão plantadas 105 árvores.

    O financiamento da campanha está sendo feito por meio do fundo eleitoral do partido, o qual foi dividido entre os candidatos proporcionalmente de acordo com a quantidade de vales eleitorais recebidos – um modelo inédito criado pela Rede Sustentabilidade para trazer a participação popular para o processo de decisão da distribuição do fundo eleitoral que cabe ao partido. Dessa forma, as candidaturas que mobilizam mais pessoas e recebem mais apoio, recebem uma quantia maior. Lia foi a candidata que mais recebeu vales eleitorais – ao todo foram 1.634.
    Além disso, a campanha é financiada por doações que podem ser feitas pela plataforma Voto Legal.

    Até o momento os investimentos da campanha foram destinados para comunicação (94,19%), equipe (5,10%) e logística/ outros – como taxas bancárias e compra de máscaras – (0,71%). É possível acompanhar a prestação de contas da candidata clicando aqui.

    Além de sua comunidade, Lia tem o apoio da candidata a prefeita Marina Helou (REDE) e do vereador Gilberto Natalini (PV).

    Conheça mais aqui:

    Facebook: @liaesperanca.sp | Instagram: @liaesperanca.sp | Site: liaesperanca.com.br

     

    Texto por Bruna Tronchin Gallo

     

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