“As nossas ferramentas de trabalho são hortas onde resgatamos a consciência alimentar colocando as mãos na terra

— Cyrille Bellier

Tivemos a grande oportunidade de conhecer de pertinho a linda iniciativa do Pé de Feijão!
Por coincidências ou não coincidências, fizemos o mesmo curso e acabamos nos cruzando. Desde que tivemos conhecimentos sobre o telhado verde, nossa esperança em São Paulo aumentou, ainda bem que apareceu essa equipe que está fazendo a diferença pela cidade.

Telhado verde é uma técnica de plantio em coberturas de residências e edifícios (o que temos com fartura na selva de pedra). Com a impermeabilização e drenagem das lajes, é possível criar as condições necessárias para o cultivo.

Conversando melhor com o Cyrille Bellier, um francês já adotado pelo Brasil há muitos anos, descobrimos que São Paulo tem 2m quadrados de verde por habitante. Só pra fazer uma comparação, Buenos Aires tem 20m quadrados por habitante. Muito chocante.

O Pé de Feijão quer reverter esse cenário fazendo telhados verdes comestíveis e ainda por cima, orgânicos.  Saiba mais sobre o trabalho deles:

PorQueNão? – O que motivou o projeto?

Pé de Feijão – “O que nos motivou foi um incômodo com o contexto da má alimentação, principalmente nas grandes cidades brasileiras e as consequências na saúde e qualidade de vida das pessoas. Enxergamos uma oportunidade de trabalhar este problema de forma inovadora. Tratar desta questão é com certeza um desafio imenso e todas as forças são bem vindas para esperar reverter um quadro onde apenas 25% da população consome o mínimo de frutas e hortaliças recomendado pela OMS – Organização Mundial da Saúde. O nosso Negócio Social, Pé de Feijão, tem a proposta de levar mais uma resposta para este desafio mas trabalhando com uma abordagem diferenciada, longe dos consultórios: As nossas ferramentas de trabalho são hortas onde resgatamos a consciência alimentar colocando as mãos na terra, cultivando, aprendendo sobre alimentos e nutrição, preparação e combinação de alimentos, para no fim comer de forma prazerosa e saudável.”

PorQueNão? – Como foi tirar a ideia do papel?

Pé de Feijão – “Tudo começou com uma visão que foi levada para conceituação durante um curso na ESPM de Negócios Sociais em 2013. Após o curso, refinamos os conceitos até chegarmos na incubação no Yunus Negócios Sociais em maio de 2014. De lá para cá, a ideia foi evoluindo, mudando, se transformando até chegar na visão que temos hoje: utilizar as hortas urbanas como plataforma para melhorar a alimentação das pessoas.”

PorQueNão? – E quais são os benefícios e dificuldades do Pé de Feijão atualmente?

Pé de Feijão – “O que estamos vendo de muito positivo é como a nossa proposta de valor está sendo bem aceita nas empresas, uma vez que estão em busca de inovação e maior eficiência nos impactos dos seus programas de saúde e bem estar. As dificuldades são bem comuns em startups, precisamos ter pilotos em campo para comprovar o impacto que nos propomos a gerar e convencer os primeiros clientes a investirem no projeto, que são sempre os mais difíceis. Além disso, é sempre um desafio um modelo de negócio que garanta a perenidade das operações no longo prazo”.

O projeto Pé de Feijão está em processo de Crowfunding para levantar recursos financeiros. A ação tem como objetivo uma horta de 80m² na Fábrica de Criatividade, centro de inovação, cultura e lazer localizado no Capão Redondo. Saiba mais sobre o projeto e como ajudar: https://beta.benfeitoria.com/pedefeijao

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