2017 foi um ano de transformações no mundo, no país e no PorQueNão?
2018 vem aí cheio de otimismo e coragem para trabalhar na construção de um mundo novo

“A diferença entre a comunidade e a rede é que você pertence à comunidade, mas a rede pertence a você (…) Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e deletar amigos que as habilidades sociais não são necessárias. Elas são desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao encontrar gente com quem se precisa ter uma interação razoável. Aí você tem que enfrentar as dificuldades, se envolver em um diálogo.” Esta reflexão tão valiosa foi uma das últimas declarações do sociólogo Zygmunt Bauman, que deixou seu legado para nós logo no início do ano, nos lembrando que suas ações na terra são finitas, mas seus ecos infindáveis.

O mundo da rede de verdade pode ser muito bom, como mostra uma matéria sobre uma barraca sem vendedor, que comercializa produtos à base da confiança em Minas Gerais.

“O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe” disse Rousseau. Mas não é o que vemos na mídia tradicional, que todos os dias nos massacra com notícias terríveis. É como se existisse um buraco fundo entre as matérias positivas e a realidade. A filosofia do PorQueNão? é divulgar práticas boas para que todos, através da rede, fiquemos otimistas e focados em construir um mundo melhor.

Novas formas de pedadogia inspiradas na cooperação e no amor estão surgindo, ainda bem. Outra educação é possível e necessária, como mostra um vídeo que fez muito sucesso em fevereiro.  Uma alternativa, inclusive, é a desescolarização. “Se as crianças aprendessem no seu ritmo, a escola ia mudar”, lembra o antropólogo e educador popular Tião Rocha em uma entrevista instigadora. 

Março trouxe um escândalo que se revelou uma boa oportunidade de repensar nossos hábitos alimentares e de consumo, e a gente aprofundou essa reflexão na matéria O que você precisa sobre sobre a Operação Carne Fraca.

Para as mulheres, 2017 será o ano que não acabou. A primavera das mulheres inundou a rede de # e ganhou as ruas, derrubando de galãs globais a chefões de estúdio em Hollywood e mostrando que elas querem é respeito. Aproveitamos para discutir a relação entre agressividade e energia sexual. Afinal, o mundo não é só flores. Nem só espinhos: tem também árvores, arbustos, folhagens… raízes que curam, como as da Dona Flor, raizeira maravilhosa de Alto Paraíso. E as PANCs, plantas alimentícias não convencionais, que dão um jantar incrível. Até as lajes de shopping se renderam à magia do verde. E a gente dissemina essa ideia e muitos outros conhecimentos do bem, indicando as melhores leituras online sobre permacultura. Sim, porque conhecimento é poder! Já ouviu dizer que a agricultura orgânica não é suficiente para alimentar o mundo? A ONU discorda, e nós precisamos ter argumentos para rebater essa mentira. A gente tem fome do que? De natureza, é claro!

Faça amor, não faça a guerra: outro post que bombou no canal foi sobre as bombas de reflorestamento.

No nosso país abundância é, literalmente, mato. Como é o caso da Macaúba, ou “ouro verde” para os íntimos. Aqui, em se plantando, tudo dá. Tem até gente plantando a própria floresta!

Quem vai cuidar das crianças? Enquanto se prova que o uso de agrotóxicos pode afetar o DNA, tem escola trocando castigos por meditação. E tem um exemplo revolucionário de educação vindo da Finlândia. Nosso post com a Tabela Montessori de tarefas que as crianças podem fazer sozinhas foi um sucesso. Autonomia, sempre!

Na metade do ano já dava para notar que 2017 seria diferente. Surgia o primeiro Centro de Medicina Indígena da Amazônia. Em Curitiba, houve uma treta épica entre a prefeitura (que queria barrar uma HORTA onde antes só tinha lixo e mato(!!!)) e o pessoal da Horta Comunitária de Calçada Cristo Rei. Adivinha quem ganhou?

Dá para construir casas com técnicas naturais? Dá! Dá para ser vegana e favelada? Dá! Dá para mudar hábitos arraigados, como deixar de poluir o mundo usando copos de plástico descartáveis? Dá! Dá para pedir ajuda dos universitários sobre alimentação sem carne e com saúde? Também dá!

Uma planta que se destaca por oferecer proteínas é a supernutritiva Moringa. Aliás, primavera é época de florescer e o vídeo da nossa colaboradora Alê Nahra ensinando a plantar em casa foi um dos destaques da estação.

O tema horta urbana nunca sai de pauta. Em novembro a Claudia Visoni falou sobre a Horta das Corujas, mostrando que plantar na cidade é não apenas possível, mas também necessário. Qualquer terreno baldio pode virar uma horta comunitária!

O primeiro vlog da Bruna Oliveira no PorQueNão? foi um sucesso, ela falando sobre comida vale cada segundo, você já assistiu?

No Santuário dos Pajés, a comida é produzida por plantio agroflorestal, misturando sabedoria tradicional com as mais novas e inteligentes descobertas científicas.

Menos competição, menos consumo e mais cooperação: a economia colaborativa é a solução.

Dezembro fecha o ano de 2017 com muita energia e trabalho voltado para o futuro: botamos a mão na terra na maior agrofloresta urbana do Brasil e participamos do mutirão de bioconstrução do MTST, uma iniciativa inédita e revolucionária na favela do Sol Nascente.

2018 será o ano de consolidar esforços! Bora fazer um mundo melhor? PorQueNão?