Quando será que a gente vai começar a tratar com a devida seriedade certos assuntos que são,

TIPO ASSIM,

importantes demais para serem secundários como são hoje?

Como, por exemplo, o simples fato de

ESTARMOS DESTRUINDO AS BASES QUE SUSTENTAM A VIDA NO PLANETA TERRA?

Desculpa a caixa alta. É que eu não consigo entender como a nossa ficha ainda não caiu direito pra essa realidade que afeta TODAS AS OUTRAS REALIDADES.

Essa realidade que JÁ ESTÁ afetando  diretamente milhões de pessoas pelo mundo e que se agrava a cada dia.

Eis aqui um fato que descobri outro dia e que me deixou em choque: existem mais exilados climáticos no mundo do que os de guerra.

É.

Aqui, na Terra.

A nossa única casa. Essa bolinha que vaga pelo cosmos e que é o único lugar que conhecemos capaz de acolher esse lindo fenômeno que chamamos de Vida.

É.

Agora, em 2016 depois de cristo.

Eu, você e nossos 7,5 bilhões de irmãos da raça humana, estamos consumindo cada vez mais – e numa velocidade cada vez maior – os recursos naturais. Muito mais rápido que a capacidade de regeneração dos sistemas naturais – esses que se desenvolveram e evoluíram em sinergia por milhões e milhões de anos.

É importante frisar que A NOSSA VIDA DEPENDE desses sistemas naturais. Esses que a gente tá destruindo.

Esse é o modo de produção e consumo que desenvolvemos. Que nos possibilitou MARAVILHAS como esse computador que agora escrevo, a internet que conecta tanta coisa boa e uma abundância de recursos materiais jamais vista em outros tempos <3

MAS,

ao mesmo tempo, se mostrou altamente destrutivo e predatório.

Um modo de ser e estar na Terra que não poderá se sustentar por muito tempo.

Sem meias palavras nem “catastrofismo” barato: o nosso sistema, do jeito que é, tende ao colapso.

(Esse assunto é chato pa caralho. Angustiante, eu sei, mas guenta aí)

É no mínimo estranho que não estejamos falando exaustivamente sobre isso;

que algo tão importante não seja ~trend topic~

já que coisas tão básicas quanto acesso à água e produção de alimentos estejam estritamente conectadas com esse equilíbrio ecológico que nós estamos DESESTABILIZANDO A LARGOS PASSOS. Só pra relembrar se ainda não ficou claro.

“Aaah1 c tá exageranu!!!11”

Não sou eu que inventei essa história. Ela vem sendo contada há décadas por várias pessoas.

Mas recentemte veio o SHPLEI! do mundo científico: existe um painel científico transnacional, o IPCC, que entrou em consenso que o ser humano está interferindo no clima da Terra. Em vários relatórios detalhados, eles nos mostram essa verdade inconveniente (ah, e existem também aqueles 3% de “cientistas” que discordam dessa obviedade e que muita gente teima em acreditar neles porque, convenhamos, é muito mais confortável achar que tá tudo tranquilo & favorável)

E se você é cético a ponto de duvidar de uma coligação internacional de cientistas de ponta, basta olhar para a realidade. As mudanças climáticas estão aí. Verões cada vez mais quentes, períodos de seca mais extensos em vários lugares, chuvas torrenciais e eventos estranhos em outros (não. Não é só o El Niño)

Os impactos do ser humano estão aí também. Devastação de biomas inteiros, extinção direta e indireta de inúmeras espécies, rios inteiros assassinados…

Estamos em um momento crítico da nossa história e ignorar os fatos só nos trará mais e mais problemas. Talvez problemas muito maiores do que podemos imaginar.

Aliás, ninguém aqui quer vivenciar um cenário a la Mad Max, né? Eu tô de boa.

(E se você acha isso impossível ou improvável, pense nas milhões de pessoas que já vivem nesse cenário aqui e agora, fugindo de guerras e desastres climáticos)

E só pra não terminar o textão com um climão bad vibes,

AQUI VAI UMA ÓTIMA NOTÍCIA:

muitas pessoas já tomaram plena consciência dessa realidade e estão buscando e colocando em prática algumas alternativas para um modo de vida que se sustente a curto, médio e longo prazo.

Tanto individualmente, buscando melhores hábitos para o dia a dia – melhor alimentação, práticas saudáveis, outros modos de ser, conviver, consumir e comunicar – tanto coletivamente, trabalhando por ambientes que propiciem mais equilíbrio em todas as áreas da vida humana; outros modos de educação, de cultivar alimentos, de fazer política, de trocar e viver em sociedade.

Pessoas e organizações estão experimentando novas éticas baseadas no cuidado, na cooperação, na simplicidade voluntária e na força das redes.

Isso é coisa linda de ver.

Passou da hora de cada um de nós puxar a responsabilidade e ser a mudança para um lugar melhor para todos! E ao mesmo tempo demandarmos das instituições públicas e privadas um alinhamento com as questões ecológicas.

Pensando pelo lado positivo, todo esse caos pode ser visto como uma oportunidade de evolução para uma humanidade realmente conectada, interdependente, ecológica e pacífica.

(Concordou, compartilhou até o infinito!)

Por Guto Zorello