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18 mulheres que fizeram a diferença (e ainda fazem)

18 mulheres que fizeram a diferença (e ainda fazem)

por | 8 mar 2018

8 de março é dia de ganhar flores, bombons, um lindo porta-retratos do chefe… não, pera. Todo dia é dia para o comércio vender mais, mas o Dia das Mulheres pede um pouco mais de reflexão, é ou não é?

 

Para começo de conversa, a gente aprendeu que nesse dia, em 1911, 130 funcionárias de uma fábrica de tecidos em Nova York morreram carbonizadas. Quer dizer, mulheres morreram passivamente trancadas e exploradas pelo capital, da mesma forma que viveram… #sqn. Havia muita luta na época, e inclusive a militante Clara Zetkin teria proposto um Dia Internacional da Mulher no ano anterior ao incêndio. A luta das mulheres por direitos iguais já vinha de longa data, sendo oficialmente reconhecida desde o movimento sufragista na Inglaterra, em 1792, quando a escritora inglesa Mary Woostonecraft se firmou como a pioneira do feminismo.

Aliás tem um filme chamado “As Sufragistas”, muito bom.

A luta pelo direito ao voto serviu como pauta unificadora de diversos movimentos espalhados pelo mundo. Lembremos que ainda hoje mulheres lutam para dirigir carros e protestam tirando seus véus no Oriente Médio, são sacrificadas ainda no útero em países como China e Índia, são prometidas e casadas ainda crianças em vários locais do mundo ‘civilizado’, recebem menos do que os seus colegas homens aí na empresa onde você trabalha (ou na que fica perto da sua casa).

Mary Woostenacraft, Clara Zetkin, você, eu e sua vizinha, temos todas em comum o desejo de mudar o mundo e acordar em um futuro em que a gente possa sair na rua distraída, sem medo de sofrer violência, se realizar na profissão sem assédio ou diferença salarial, brilhar sem ser acusada de ter conquistado vitórias pela beleza – sabendo que beleza é algo que todas temos, mesmo sendo bem diferentes do padrão de beleza imposto pelo mercado. Enquanto esse dia não chega, a gente procura acordar inspiradas para batalhar por igualdade e, para isso, nada melhor do que o exemplo de mulheres inspiradoras como estas aqui:

  • 1. Ada Lovelace, a primeira programadora de computadores da história.
  • 2. Amelia Earhart, que também ganhou os céus como pioneira na aviação e que foi a primeira mulher a atravessar o Oceano Atlântico pilotando um avião
  • 3. Bertha Lutz, que batalhou pelo direito de voto das brasileiras e propôs o ‘Estatuto da Mulher’ para mudar a lei trabalhista de forma a ampliar as oportunidades femininas.
  • 4. Carolina de Jesus, que largou a escola para trabalhar como doméstica, viveu do lixo em uma favela e escreveu um livro, “Quarto de despejo”, traduzido para 13 idiomas e mais de 40 países
  • 5. Chiquinha Gonzaga, que compôs mais de 2 mil músicas, foi a primeira regente de orquestra do Brasil e militou pela abolição da escravidão e pelo fim da monarquia
  • 6. Katherine Johnson, mulher e negra, física, cientista espacial e matemática que fez o cálculo para tornar possível o trajeto para o primeiro voo tripulado dos EUA para o espaço. Tem filme sobre ela: “Estrelas Além do Tempo”.
  • 7. Leila Diniz, que escandalizou a sociedade no final dos anos 60 ao mostrar a barriga grávida na praia e tornou-se o símbolo de mulher independente
  • 8. Malala Yousafzai, que levou um tiro na cabeça aos 14 anos ao lutar pelo direito das meninas irem à escola no Paquistão e ganhou o Nobel da Paz por isso. (Foto de capa)
  • 9. Maria da Penha, que deu seu nome à lei que protege as mulheres da violência doméstica
  • 10. Marta, que ganhou o título de melhor jogadora de futebol do mundo cinco vezes 
  • 11. Marie Curie, a primeira mulher a fazer doutorado na França, que descobriu o Polônio e o Rádio e ganhou dois prêmios Nobel.
  • 12. Rosalind Franklin, que não ganhou nenhum prêmio Nobel mas bem que merecia ter ganhado: foi ela quem registrou a imagem do DNA confirmando o modelo de dupla hélice; 4 anos depois, dois homens (Watson e Crick, você aprendeu no colégio sobre eles) ganharam o prêmio pela descoberta.
  • 13. Rosa Parks, que se negou a ceder seu lugar no banco de um ônibus para um homem branco, inaugurando assim a luta contra a segregação racial nos EUA.
  • 14. Simone de Beauvoir, filósofa existencialista que cunhou a famosa frase “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”

Luciana Sendyk

Escritora

Escrevo livros (autorais ou de terceiros), textos, anúncios, sites, blogs, peças de teatro, projetos diversos e, especialmente, aqui no PorQueNão?. Sanitarista de formação, ecossocialista por opção e vegana por ideologia, feminista e engajada, o que não falta é tema para redação. Acredito que escrever é um ato político e que atuar pode transformar o mundo.

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Escrito por guto

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